Saindo da Inércia

    Como se sente ao se deparar com os absurdos na política e na sociedade, principalmente vindos dos movimentos pelegos do governo, toda vez que vai conferir o noticiário? E quando algum parente ou ente querido seu sofre uma grave injustiça, e você não tem nada mais que a boca para ajudar? Ou quando esta injustiça é contra você, mas é incapaz de revidar pois está amarrado por um código de ética que te torna saco de pancadas dos sujeitos mais vis e ardilosos? Impotência.

   Ver-se impotente diante dos fatos relevantes que percebemos leva inevitavelmente à frustração e à inércia. Tendemos a ignorar ou internalizar, desabafando posteriormente na forma de gestos que não serão vistos ou ofensas que não serão ouvidas. Nos deixamos seguir pelo fluxo da vida cotidiana sem se dar conta que ela é a chave para fazermos diferença. Perder a capacidade de reagir à questões críticas que se impõem é perigoso. Nos tornam vulneráveis à elas.

   É também por isso que nós vivemos em sociedade. Confiamos e somos confiados pelas pessoas de nossos círculos sociais que nos ajudaremos e protegeremos mutuamente na medida do grau de alinhamento dos valores e conformidade de interesses. E a medida que esses valores se afastam, maior é a possibilidade dos interesses serem menos uniformes. É a união em torno de valores e interesses que tornam uma sociedade forte.

Ideologia Sociopata

Porém, no Brasil de hoje existem grupos ideológicos que usam os valores mais caros à sociedade brasileira como escudo e ponto de apoio para promover seus próprios interesses, ao passo que adotam valores contrários e nocivos a eles. Corrompem a linguagem, os discursos e as instituições para sabotá-las desde dentro, enquanto mantêm sua aparência de civilidade para não serem responsabilizados pelo que realmente são e pelo que realmente fazem.

Como um vírus, se multiplicaram, evoluíram e diferenciaram para se adaptar aos variados grupos sociais hospedeiros, que passaram a ter dinâmica própria e vinculada à ação política dos corruptores originais. Estes oferecem utopia e os direitos estabelecidos de outros grupos sociais em troca da subordinação política, comprando as lideranças locais com vantagens financeiras e ascensão social para garantir seu poder.

 

Essa política social serve ao único propósito de constituir a elite partidária como grupo social dominante estimulando divisões sociais e manipulando essas frações ao oferecer um discurso interesseiro e dinheiro para seus líderes e campanhas. Assim, quando é de interesse do núcleo partidário, esses grupos são acionados contra quem lhes sejam obstáculos. Não há qualquer vontade genuína de participar democraticamente, com visão de integrar e melhorar a sociedade como um todo. É apenas conquista de poder para usufruir de suas benesses.

Ideologia Corrupta

E como são materialistas e possuem uma visão predatória em relação ao indivíduo, o trabalho e a riqueza, acabam se tornando péssimos gestores. Sua mentalidade de confronto e de dominação política, que lhes dão tenacidade e efetividade no ataque a outros grupos sociais, acaba se tornando seu calcanhar de aquiles quando eles mesmos se tornam o grupo dominante. 
Começa aí um processo de auto-fagia que passa a enxergar nos antigos companheiros de causa o lado "opressor", contra "o povo" e anti-revolucionário.

Formando um povo que idealiza luxúria e bens materiais através do Estado, mas que despreza trabalhar, se esforçar e agir com base em uma moral sólida, a sociedade tomada por eles começa a ruir. Sua forma predominantemente belicosa e oportunista de pensar é incompatível com o nível de harmonia e cooperação social que é necessária para operar com eficiência as instituições e meios de produção tomados durante a revolução.Compensam então sua ineficiência administrativa e falta de moralidade com propaganda, terror e repressão, até serem consumidos pela própria corrupção que utilizam como modelo de ação política.

 

Basta!

   E é não querendo isso para mim e nem para o país que proponho uma nova modalidade de organização social e política para desmoralizar, desmobilizar e, se for necessário, enfrentar essa praga ideológica, à caber discussão.